15 Out 16

O papel das histórias na estratégia de comunicação

O papel das histórias na estratégia de comunicação

Quando pensamos em desenvolver conteúdos para o meio online devemos ter sempre em mente a forma mais eficaz de captar a atenção de um utilizador exposto diariamente a múltipla informação, a maioria da mesma sem interesse. Por isso, uma boa história é fundamental para o sucesso da nossa mensagem.

Este ciclo diário de exposição a que nos habituámos, torna-nos cada vez mais imunes às mensagens, sejam elas comerciais ou mesmo pessoais.

Neste sentido, torna-se necessário que criemos estratégias para abordar, de forma criativa e eficaz o nosso target, privilegiando a criação de conteúdo relevante e apelativo para o mesmo. Conteúdo que reúna na sua base o desenvolvimento de narrativas e a propagação de cada uma dessas nos diferentes meios digitais disponíveis.

O conteúdo criativo permite a qualquer entidade diferenciar-se no meio online. Dessa forma, consegue captar a atenção, tornando a comunicação mais eficaz.  

Impõe-se, então, a questão: Como podemos trabalhar conteúdo criativo e diferenciador?

É neste contexto que o storytelling ganha uma importância vital.

As histórias têm o papel de atrair a atenção das pessoas, de as envolver em determinadas matérias e assuntos, muitas vezes promovendo nelas a inspiração necessária para as motivar, numa atitude em prol de um objetivo de marketing traçado por uma marca ou um mero objetivo pessoal. As histórias criam uma relação emocional muito mais forte entre pessoas e entre estas e as marcas.

O papel das histórias na estratégia de comunicação

Procurando de uma forma simplista descrever o termo STORYTELLING, este consiste na partilha de uma mensagem, um conteúdo/narrativa, que se espera único e real, no sentido de criar uma relação de proximidade e envolvimento entre duas entidades.

Dando uma nova expressão e sentido à relação com as pessoas, a técnica do storytelling tem sido adotada com frequência pelas marcas, permitindo a essas a criação de uma mensagem com um significado mitológico, procurando, como objetivo principal, induzir os consumidores a uma sensação de estarem perante uma entidade com uma personalidade própria, tal como eles, e criando a tal ligação emocional entre ambos.

Uma estratégia de storytelling pode ser usada por pessoas e marcas na criação de mensagens para a defesa de causas, a venda de produtos e serviços, a promoção de projetos, entre outras finalidades comerciais, ou sem qualquer fim lucrativo. É ampla e facilmente adaptada a qualquer fim.

Esta estratégia está envolta em algumas características e para que a mesma tenha sucesso, devemos sempre considerar que uma grande história é verdadeira! Não necessariamente por se basear em factos reais, mas por ser autêntica, permitindo, dessa forma, gerar um discurso coerente e consistente, que vai permitir que a sua audiência desenvolva o sonho em relação à promessa que a marca propõe.

No desenvolvimento de uma narrativa, qualquer história tem que ser confiável, caso ambicione tornar-se em algo forte.

Hoje é clara a dificuldade que temos em confiar, seja em pessoas ou marcas. Digamos que a confiança se tornou num recurso social escasso.

Nesse sentido, só é possível a uma marca contar uma boa história se ela manifestar credibilidade. Essa credibilidade é gerada por pontos de contacto entre o ADN da marca e o discurso adoptado por essa.

Um outro fator a ter em conta quando concebemos uma história é que essa não tem, necessariamente, que apelar a uma lógica. Tem, contudo, que apelar aos sentidos e emoções das pessoas. Por isso, as boas histórias nem sempre agradam ou são compreendidas por todos da mesma forma.

A maneira como analisamos e entendemos o mundo – os nossos valores, conhecimento, experiência, etc. –  faz com que tenhamos pontos de vista relativamente a uma mesma história.

Por fim, uma boa história, em regra, não procura ensinar algo de novo ao ser humano. Pelo contrário, uma grande história aborda assuntos e temáticas que estão presentes no nosso dia-a-dia ou que fizeram parte de um legado social e que são conhecidos de todos.

Este artigo foi publicado originalmente no Blog Transmedia Land.
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